Balneário Camboriú / SC - domingo, 22 de outubro de 2017

Queda de cabelos e Calvície

A queda de cabelos é uma queixa frequente no consultorio do dermatologista.

Os tipos mais comuns de queda de cabelo são o efluvio telógeno e a alopécia androgenética. Existem varios outros tipos de queda de cabelo, no entanto.

 

O efluvio telógeno é o aumento repentino do número de fios que perdemos diarimente. Dependendo da quantidade total de cabelos que a pessoa tem, é normal perder em média 100 a 150 fios de cabelos por dia. A queda pode ser intensa e resultar em grande diminuicao da quantidade de cabelos e a pessoa tem a sensação de que vai ficar 'careca'. Nessas situações é necessário avaliação clínica e laboratorial, procurando a causa do eflúvio. Pode ser causado por anemia, doenças da tireóide, uso de medicamentos, entre outras causas. É comum após o parto. Resolvendo-se a causa, costuma melhorar em cerca de 90 dias.

 

A alopecia androgenética (calvície) ocorre tanto em homens quanto em mulheres. É uma doença de origem hereditária. Nos homens é bem conhecida e facilmente reconhecida. Causa 'entradas' e rarefação dos cabelos no topo da cabeça. Ocorre uma 'miniaturização' do foliculo piloso. Os fios vao ficando cada vez menores e mais finos, até que desaparecem. Costuma iniciar=se na adolescência, pelo estimulo hormonal da testosterona. 

A mulher também sofre de calvicie. Na calvicia feminina não se formam as entradas, ocorrendo somente rarefacao dos cabelos em todo o topo da cabeça, fazendo com que se consiga enxergar o couro cabeludo. Não chegam a sumir totalmente os fios, como no homem. E, em geral, as mulheres que sofrem de calvicie disfarçam o problema prendendo o cabelo sobre a parte afetada.

A calvície é de transmissão genética dominate. Isso significa que se o pai ou a mãe tem calvície, o filho tem 50% de manifestar a doença. Se ambos os pais tem calvície (ou o avô materno) a chance aumenta para 75%.

 

Quanto mais precoce o inicio do tratamento, melhor. Nos casos iniciais o tratamento é clinico, com medicamentos tópicos e/ou por via oral. Ja nos casos com rarefação muito importante, o tratamento tem que ser cirúrgico, com o transplante de cabelos.

 

Nota: figuras retiradas do site da Clinica Muricy, de curitiba.